Por: Thamires Lovo

Formada em artes, mas bem eclética profissionalmente, Diva escolheu Poços para criar seus filhos, sua empresa e seus amigos.

A Arte e o Amor

Até o ano de 1998, a vida de Diva Helena Funchal (51) foi exclusivamente dedicada a áreas de artes. Ela trabalhou em escolas públicas e também particulares, como professora de Educação Artística. “Nessa época, a questão nem era necessariamente por dinheiro, mas sim porque eu queria ‘fazer mais’. Sonhava em deixar minha marca. Foi neste momento que resolvi montar a minha própria escola de arte. Foi minha primeira experiência como empreendedora”, explica ela.

Com apenas 17 anos, ela já ministrava aulas de ballet e pintura em uma cidade do Triângulo Mineiro. Em meio aos trabalhos como professora, ela conseguia tempo para fazer diversos outros trabalhos. “Paralelamente, realizava outros trabalhos, desenhando novas coleções para confecções, logomarcas para empresas, atuando como carnavalesca, criando design para noivas e outras atividades”, conta.

Diva também encontrava tempo para fazer até dois vernissages (exposições de artes) por ano. “Minhas pinturas eram ecléticas, versavam sobre inúmeros temas e técnicas”. E com todos esses diversos temas, ela teve oportunidade de expor suas artes em vários locais, inclusive no Instituto Moreira Sales. Além desses trabalhos desempenhados, ela também morou no Nordeste por dois anos, onde teve a oportunidade de desenvolver projetos junto ao poder público, para atender famílias de baixa renda, ensinando artesanato.

Quando chegou a Poços de Caldas ela teve suas oportunidades e uma delas foi uma escola que ela viu nascer e acompanhou desde o começo, a Vivace Movimento Artístico Musical. Ela tem muita felicidade quando passa em frente à escola por ter sido uma de suas primeiras experiências aqui na cidade.Apesar de amar o mundo das artes, este não é um mercado em que todos conseguem sua independência financeira. “Eu estava insatisfeita. Então, por estes reveses do destino, resolvi mudar completamente de ramo de negócio, deixando minha arte para as horas vagas e para trabalhos sob encomenda”, relata.

De artista a um “arrisca não petisca”

Ela então se arriscou em uma área totalmente diferente, em uma empresa de segurança eletrônica, mas não foi como ela esperava. “Escolhi um segmento até então pouco explorado, mas com muito potencial de crescimento, mas era um segmento novo na nossa região e exclusivamente masculino. Como a maioria, também não segui nenhuma cartilha, não fiz nenhum planejamento financeiro, não procurei entender a burocracia infinita que é a vida do empresário brasileiro. Hoje, sei que valeu a pena enfrentar aquelas dificuldades, mesmo em um mercado exclusivamente masculino. Com os anos vendi a empresa de segurança eletrônica e até hoje me dedico à uma empresa de recursos humanos e gestão de pessoas, chamada Grupo Ello RH”.

No ano de 2008, ela comprou a Ello Recursos Humanos, que antes era uma agência de empregos de um só profissional. “Fomos aperfeiçoando e, de uma agência de empregos, chegamos a uma empresa de gestão de pessoas. Atendemos pequenas e grandes empresas nacionais e multinacionais, oferecendo serviços de recrutamento e seleção, avaliação psicológica, locação de mão de obra nas mais diversas áreas, consultoria em processos, gestão de pessoas, departamento pessoal e treinamentos diversos”.

Durante anos, apesar dos excelentes profissionais, ela estava sozinha. Hoje, ela compartilha a administração com seu filho e sócio e eles dividem suas atividades de acordo com seus talentos.

Conciliando seu tempo com a rotina diária

Sua rotina diária é se dedicando uma parte da manhã a seus assuntos pessoais e depois à sua empresa, sem ter hora pra sair. Ela sempre está estudando também: “temos que estar sempre atualizados com as leis trabalhistas, as regras do mercado de trabalho e novas demandas. O mercado de trabalho muda rapidamente e, como prestamos um serviço personalizado, não existe a possibilidade de não se atualizar sempre”, conta ela.

Além de toda sua rotina, nas horas vagas Diva se dedica a atividades paralelas nas noites e fins de semana no seu ateliê, onde pinta por prazer ou para atender a encomendas. Além da pintura, ela reserva uma noite por semana para o estudo espiritual.

Com todas as mudanças, já faz alguns anos que não faz um vernissage, então este é um projeto para 2017. Em relação ao ano difícil para nosso país, sobre planos de crescimento para a empresa, ela está sendo mais cautelosa.