Saí de Poços no final da tarde de domingo, dia 13/03/2016.  Fiz escala em Abu Dhabi e, como não consegui um visto prévio para poder entrar no país, fiquei perambulando pelo aeroporto até decidir pagar um lodge para tomar banho e café da manhã.  Em seguida, embarquei para Katmandu.

O voo para Katmandu saiu no horário e transcorreu sem problemas…

 

CHEGADA EM KATMANDU:

Ao chegar em Katmandu, obtive facilmente o meu visto para o Nepal e consegui pegar as bagagens sem problemas.  Tudo chegou corretamente.

Ao sair do aeroporto, procurei pelo Raj, da Nepal Gateway, a empresa nepalesa contratada para me guiar no Trekking pelos Himalaias, que demorou para me identificar, segundo ele, por eu parecer ser nepalês.

Identificação feita, ele me levou para o hotel, que ficava numa região simples da cidade, mas, era limpo e tinha o que eu precisava. Um bom banheiro e uma cama confortável.

Deixei minhas coisas no hotel e o Raj me levou para jantar em um restaurante de comida típica Nepalesa, numa região próxima ao hotel, de onde fomos a pé, que era bem mais bonita e agradável, com vários outros restaurantes e bares.

Como lhe disse que aquele era o dia do meu aniversário, 15/03, ele jantou comigo e me deu um presente.  Uma pashmina nepalesa.

De volta ao hotel, desfiz e rearrumei minhas malas e mochilas, separando apenas o que iria para o trekking, já em duas mochilas separadas, uma para mim e outra para o meu guia-carregador, sempre tendo o cuidado para passar o limite de peso de 15kg no total e no máximo 10kg para o carregador.

 

1°DIA DE TREKKING:

O voo para Lukla foi rápido e com poucos períodos de turbulência, ainda que fortes.

A descida na tão famosa pista inclinada de Lukla foi muito mais tranquila do que o esperado.  Melhor de que muitas outras que já fiz, especialmente a de Cusco.

Na chegada ao desembarque o mesmo problema.  Por parecer com os locais, meu guia não me reconheceu, até que comecei a perguntar por ele.

Após conferirmos a bagagem, Raee me levou para tomar café, preparar os equipamentos para o início da trilha e preencher os requerimentos para obtenção da autorização para o trekking.

Ainda em Lukla, que está a 2.840m de altitude, passamos pelo posto de controle do trekking, onde foi dada a permissão para o início da trilha e demos início à caminhada.

Caminhamos por cerca de três horas, até chegar em Phakding (2.652m), onde nos instalamos e almoçamos.

Jantamos, fui dormir cedo, para ver se conseguia descansar um pouco, depois de 3 noites mal dormidas.  Infelizmente, acabei inteirando mais uma noite.

 

2°DIA DE TREKKING:

Acordei por volta das seis da manhã, depois de uma noite entremeada de insônia e sucessivas e reiteradas cãibras. Tomei café e partimos para a trilha, com destino a Namchee Bazaar (3.440m).

A trilha transcorreu tranquila e fomos encontrando vários outros trekkers pelo caminho. Fizemos uma pausa para o almoço pouco depois de passarmos pelo portal oficial do parque nacional de Sagamartha, o nome Nepalês para o monte Everest.

Passamos por belas paisagens e lugares pitorescos, com ênfase para uma dupla de pontes suspensas em um belo vale, já na chegada na montanha de Nanchee Bazaar.

A subida final foi um pouco cansativa, mas, cheguei bem e dentro do horário estimado.

Nos instalamos no hotel Green Ama Dablam, onde tomei banho, com alguma dificuldade por conta da temperatura da água e tentei lavar algumas roupas.

O tempo fechou rapidamente e começou a chover. Com isso, a temperatura que já estava fria, despencou, me trazendo algum receio, tanto pelo frio, quanto pela possibilidade de pegar chuva na trilha, o que não fazia parte dos meus planos.

No final da tarde passei a usar repositores de eletrólitos, para ajudar nas cãibras e deu certo.  Dormi bem melhor e consegui enfim descansar adequadamente.

3° DIA DE TREKKING:

Acordei por volta das seis, mais disposto e descansado. Levantei por volta das 07:00h e, após o café, saímos para uma caminhada de aclimatação aos 3.440m de altitude de Nanchee Bazaar.

Fomos até um mirante, onde havia uma estátua do primeiro Sherpa a subir o Everest, na expedição de 1953, uma base do exército Nepalês e um museu referente à região, ao monte Everest e à etnia Sherpa. Andei por ali e tirei várias fotos do caminho que havíamos percorrido.

Após, subimos mais um pouco, até cerca de 3.800m de altitude, para completar o programa da aclimatação, e, após algumas fotos, retornamos ao hotel.

Almocei e fui passear pela cidadeque é bem pitoresca, cheia de lojinhas e bares.  Quase uma “Ciudade del Este”, porém, especializada em matéria de trekking e escaladas, com ênfase para a marca North Face.

Aproveitei para comprar mais repositores de eletrólitos, uma blusa de frio e um conjunto para chuva, pois estava sem e o tempo estava muito mais frio do que o previsto, tendo chegado a -11° durante a madrugada.

Saquei dinheiro e aproveitei para ver alguns objetos de desejo em termos de trekking, muito difíceis de encontrar no Brasil.

Depois do jantar, tentei arrumar formas alternativas de secar a roupa. Decidi fazer uma trouxa com coisas que achava que não iria precisar naquela fase do trekking, para deixar no hotel até a volta, já que dormiríamos ali novamente na penúltima noite do trekking. Arrumei todas as minhas coisas para o dia seguinte e dormi bem.

 

4° DIA DE TREKKING:

Acordei cedo para terminar de separar as coisas. Após o café pegamos o caminho para cima da cidade e passamos perto do museu, iniciando um contorno da montanha, sobre o vale.

Após cerca de duas horas de caminhada, descemos até o rio, onde paramos para almoçar. Após o almoço, cruzamos o rio em uma outra das tantas pontes suspensas e iniciamos uma longa subida, de forte inclinação, até chegar ao mosteiro de Tengboche (3.870m), nosso destino nesse dia.

Ao chegar, nos instalamos no lodge, em um quarto minúsculo e, após um chá quente e colocar roupas também mais quentes, fui visitar o monastério.

DB me levou até a porta principal, me deu algumas recomendações sobre a conduta a observar e entrei já no meio da reza diária dos monges.

Ouvi as orações e cânticos e, após o encerramento, fiquei passeando pela grande sala, toda ornamentada com afrescos sobre a vida de Buda e outras crenças Budistas. Vendo meu interesse pelo assunto, um monge começou a me explicar do que se tratavam as pinturas e me falou um pouco sobre o monastério.

Depois, me levou até o quintal e me mostrou, pela janela, uma outra sala de orações, que não era aberta ao público.  Agradeci pelas informações e pedi para tirar algumas fotos do entorno da edificação e retornei para o hotel.

Fiz um pouco de alongamentos, andei pelas redondezas e fui jantar. Depois arrumei minhas coisas e fui dormir.

 

5° DIA DE TREKKING:

Acordei por volta das 06:00h da manhã e fiquei enrolando um pouco, para ver se o tempo esquentava um pouco. Mas, não deu certo.

Fomos os últimos a sair do hotel e pegamos uma bela trilha de descida até o vale. Depois de passar por mais uma ponte, começamos uma forte subida até mais um dos portais do caminho.

Após,  continuamos caminhando pelo alto até a nossa parada para lanche, num local de frente para a montanha Ama Dablam – para os locais a “Avó de todas as Montanhas”.

Depois do lanche, continuamos contornando a montanha, até passarmos novamente o rio e pegar uma outra forte subida, até o platô de Dingboche (4.360m).

Chegamos ao hotel no início da tarde. Após me instalar, num quarto melhor do que o da noite anterior, fui tomar quase um litro de chá, para ver se esquentava.

À noite, conversei um pouco com o Utha, um senhor de 60 anos, que era professor na Noruega e conhecia o Brasil, de uma viagem que havia feito pela América do Sul.

Ele me agradeceu pelas fotos que tirei para ele na trilha, onde já havíamos nos encontrado algumas vezes, e pela “bala de coca”, que lhe dei no almoço, quando ele estava começando a sofrer com a altitude.

Após algumas decepções com a Internet, combinei com o meu guia as atividades do dia seguinte e fui dormir.

 

6° DIA DE TREKKING:

Conforme combinado com DB, por conta do frio e das poucas atividades previstas para o dia,  levantei um pouco mais tarde. Tomei café por volta das 08:00h e, logo depois, começamos a 2° aclimatação.

De acordo com o planejado, pegamos uma forte subida ao lado dos hotéis, em direção a uma antena com bandeiras,  no meio da montanha, cerca de 400m acima do platô de Dingboche.

A subida era forte e exigiu algumas paradas para descanso e ingestão de água.  Mas, correu tudo bem, sem dores de cabeça, taquicardia ou cansaço excessivo.

Chegando no objetivo, havia a possibilidade de subirmos mais um pouco, já que eu não apresentava nenhum dos sintomas do mal da altitude. Porém, como estava esfriando e haviam muitas nuvens vindo em nossa direção, optei por descer. Na descida fomos saldados por um casal de águias douradas, que passaram bem na nossa frente.

Já no hotel, fiz alongamentos, tomei banho, com alguma dificuldade, isso pela precária estrutura, lavei algumas roupas e coloquei essas e outras para tomar um sol e um pouco de ar, pois, teria poucas oportunidades de fazer isso dali para frente.

Por volta das 17:00h, o tempo que já estava fechando, fechou de vez e começou a nevar.

Desci para a sala de jantar, que tinha um sistema de aquecimento, e conversei com meu guia a respeito da possibilidade de fazer alterações a trajeto, em virtude do frio e eventual chuva ou neve, ficamos de acertar a programação dia a dia, na noite anterior… e a neve aumentou, deixando tudo branco em volta do hotel.

Após o jantar, consegui falar com minha esposa e dei um panorama geral da situação. Mandei algumas mensagens e fui arrumar minhas coisas para o dia seguinte.

Devido ao frio, já deitei quase pronto para o trekking do dia seguinte. A noite fez muito frio, mas, com duas calças, duas camisas, um par de meias duplas, pantufas de lã de Yak, touca e manta, isso tudo dentro do saco de dormir, com mais dois edredons por cima, consegui não passar frio.

 

7° DIA DE TREKKING:

Acordei perto das 06:00h da manhã, mas, fiquei enrolando na cama até as 07:00h, pois, o frio estava de doer. Deve ter feito entre -15°e -20° de madrugada e a janela do meu quarto,  apesar de já estar iluminada pelo sol, ainda estava congelada.

Arrumei minhas coisas e fui tomar café, as 08:00h, como combinado com DB. Várias pessoas já tinham saído, mas, optei por sair mais tarde, na expectativa de pegar menos frio e não ter que pisar na neve, que ainda persistia em alguns pontos.

Conversei um pouco com o Utha, que reclamou de cãibras durante a noite, que atrapalharam seu sono. Expliquei que isso tinha acontecido comigo na 1° noite e que depois que eu passei a usar repositores de eletrólitos, isso tinha parado de acontecer.

Ele ficou interessado na explicação e, como eu tinha mais do que iria precisar, lhe dei dois envelopes, ao que ele me agradeceu muito.

Saímos pouco antes das 09:00h, após fazer um pouco de alongamentos, ainda bastante agasalhado. Mantivemos um ritmo mais ou menos constante, apenas com rápidas pausas para fotos e hidratação.

Masquei chicletes e chupei uma bala de coca, para ajudar com a altitude, pois estava começando a querer ficar com  dor de cabeça. Felizmente as medidas tomadas deram certo e não tive nenhum problema.

O segundo trecho do dia começava com uma forte subida, que vencemos sem problemas, com algumas poucas pausas para hidratação e adequação dos acessórios e, claro, fotos, até chegarmos ao local usado como homenagem aos mortos no Everest, uma espécie de “cemitério de escaladores”.

Aproveitei para tirar belas fotos e visitar os arredores daquele lugar, tido como sagrado, além de recolocar a jaqueta, pois o frio e vento haviam aumentado.

Chegamos no nosso objetivo, Lob uche, há 4.940m de altitude, por volta das 13:30, com pouco mais de 4:30 de caminhada. Cheguei novamente bem e sem nenhum dos sintomas do mal da altitude.

Almocei e tomei bastante chá quente, pois, a temperatura estava na casa dos 3°. Como estava bem e sem muito cansaço,  questionei DB sobre a possibilidade de tocarmos direto até Gorak Shep, mas ele me dissuadiu  dessa intenção.

Então aproveitei para dar uma descansada e caminhar pelos arredores, dando continuidade à aclimatação, já que, no dia seguinte, passaríamos dos 5.000 metros, uma altitude na qual nunca havia estado.

Voltei para o lodge com o tempo já fechando.  Foi mais uma noite gelada e, pela primeira vez, com dores de cabeça pela altitude.  Ao longo da noite tive que levantar para me hidratar e fazer exercícios de descompressão, para aliviar os sintomas.
8° DIA DE TREKKING:

Levantei cedo e com muito frio.  A noite não foi boa e o dia estava começando gelado e seria o primeiro acima dos 5.000m de altitude.

Enrolei o que pude, para ver se o tempo esquentava, mas, foi em vão. Fui um dos últimos a ir para a trilha, com uma breve parada para alongamentos.

Já no início da trilha deu para ter uma noção do que seria o dia. Muito vento, forte e gelado, com rajadas que chegavam a nos balançar. Além disso, por vezes as rajadas vinham carregadas de areia, fazendo com que nos sentíssemos como sendo vítimas de um jateamento. De noite ainda tinha areia colada nas pálpebras.

Tivemos que parar num ponto de avalanche, com passagem controlada  para evitar acidentes.

Apesar da dificuldade,  ao longo do caminho fui progredindo bem e passando por vários trekkers e grupos que haviam saído mais cedo. Foi com muita alegria que vi a chegada de Gorak Shep, pois, parecia um oásis no meio daquela tempestade de areia e vento.

Chegamos por volta das 10:30h e, apesar da previsão ser de irmos para o “EBC” (Everest Base Camp), convenci meu guia a aproveitar o céu azul e subir direto para o Kala Pathar.

Após um breve lanche iniciamos a dura subida, com sucessivas pausas para descanso, hidratação e fotos.

Numa dessas pausas, enquanto fazia uma panorâmica da paisagem, fui interrompido pelo meu guia, que me mostrou uma avalanche, que estava acontecendo naquele exato instante, na montanha em frente ao EBC.

Fiquei assustado e admirado com aquela demonstração explícita da força da natureza.  Um espetáculo belo e aterrador.

Continuamos a subida até o cume do Kala Pathar, a 5.545m de altitude, de frente para o Pico do Monte Everest, com uma vista realmente de tirar o fôlego, em todos os sentidos.

Após algumas fotos maravilhosas, iniciamos a descida.  Pelo caminho fomos encontrando algumas poucas pessoas que também seguiram a nossa idéia.  Já próximo ao último estágio da descida, avisei ao meu guia que iria ficar um pouco mais na montanha.

Procurei uma rocha para me abrigar das rajadas esporádicas de vento e areia e fiquei cerca de meia hora apenas admirando e contemplando a paisagem.

À noite, por conta do frio extremo, fiquei na sala de jantar até ser convidado a me retirar, isso lá pelas 21:00, após conversar com minha esposa pelo WhatsApp, aproveitando o fato de termos internet naquele lugar tão isolado.

 

9°DIA DE TREKKING:

Iniciamos a trilha por volta das 08:15h. Após o café e os alongamentos diários. Fomos agraciados com um dia lindo e quase sem vento, o que nos permitiu chegar rapidamente ao EBC, apenas com algumas pausas para fotos e hidratação.

Já no EBC, tiramos fotos e andamos por entre as poucas barracas já montadas, já que a estação de expedições, ainda não havia começado.

Fiz várias fotos, inclusive no meio da geleira do Glaciar de Khumbu, algumas filmagens e prestei uma homenagem ao meu pai, já falecido, que sempre me incentivou a ter e, principalmente, realizar meus sonhos.

Após, já satisfeito do lugar, iniciamos o caminho de volta para Gorak Shep, onde chegamos pouco antes das 13:00h. Almocei e, após uma pequena pausa, para reorganização das mochilas e novos alongamentos, pegamos o caminho para Lobuche.

Chegamos em pouco tempo e após organizar minhas coisas fui tomar um banho.  Entretanto, me senti enganado, pois, havia visto um chuveiro, mas, na verdade, o banho era de caneca.

Como já haviam esquentado a água, que deveria ser misturada à água gelada do tambor, resolvi encarar a empreitada, pois, estava todo sujo da areia dos últimos dois dias.

Após a aventura do banho, coloquei parte do diário em ordem e fui jantar.

 

10° DIA DE TREKKING:

Levantei e arrumei minhas coisas. Após fui para o café e aproveite para usar o que restava de créditos na Internet. Coloquei os assuntos todos em dia e conversei um pouco com meu filho e esposa.

Depois, terminei a minha arrumação e me preparei para sair. O trecho foi um dos mais curtos da viagem e o fizemos em pouco mais de duas horas e meia, para uma previsão inicial de até 04:30 horas. Porém,  foi um dos trechos mais perigosos de todo o trekking,  tendo passado a maior parte do tempo andando na encosta de uma alta montanha, na beira de precipícios.

Foi tenso e por vezes, amedrontador.  Em alguns momentos fiquei muito preocupado com o risco eminente de queda. Mas, deu tudo certo e antes das 12:00h já estávamos instalados no novo lodge.

Como o dia estava maravilhoso e inesperadamente quente, aproveitei para pegar um pouco de sol, com o mínimo de roupa possível.  Ou seja, descalço e apenas com o conjunto de agasalho de chuva.

À noite, após o jantar, aproveitei a noite maravilhosa e não tão fria, para curtir a paisagem e observar o final da lua cheia nos Himalaias, o que,  até então não havia conseguido ou lembrado de fazer.

A noite estava realmente um espetáculo.  Primeiro com um céu extremamente estrelado e, mais tarde, com a chegada da lua cheia, as montanhas ganharam um brilho especial e inesquecível. Fui dormir tranquilo, feliz e realizado.

 

11° DIA DE TREKKING:

Não dormi bem, ao contrário do que esperava, depois do fim de noite maravilhoso que havia tido. Meu sono foi embora antes das 4:00 da madrugada e fui brindado com uma dor de cabeça que ainda não tinha tido.

Saímos às 07:15h. A subida realmente foi difícil e desgastante, mas, o pior foi quando chegamos ao glaciar, já nas imediações do Chola Pass (5.367m).

O caminho ficou extremamente estreito e perigoso, pois, havia gelo e muitas pedras soltas na trilha, dando a impressão de que qualquer erro ou passo em falso poderia significar um grande problema, ou pela altura em que estávamos,  até mesmo a morte.

Foi tenso e, por vezes parei tentando achar alguma alternativa melhor, o que, infelizmente, não havia. Após essa parte, superada com algum receio, mas, sem problemas, veio a travessia do Glaciar.

Andamos cerca de meia hora sobre gelo e neve derretendo, com vários escorregões, porém, com apenas um tombo, justamente do meu guia.

Ao final do glacial, mais uma subida em parede vertical e finalmente chegamos no alto do Chola Pass, onde fizemos uma pausa para o lanche, após de mais de 3 horas só de subida.

Após a breve pausa, retomamos o caminho, que foi quase tão difícil quanto a primeira parte.

Iniciamos com uma descida de algumas centenas de metros,  em rochas enormes, entremeadas por pedras menores e soltas, parecendo seixos rolados, ao que se adicionou areia e depois,  afinal, só areia final e novamente rochas.

Enfim um parque de horrores para joelhos e tornozelos.  Cai apenas uma vez e para trás “como manda o manual”, mas foram dezenas de quase tombos, salvo ora pelos bastões, ora pelo reflexo e muitas vezes pela pura sorte.

Ao final dessa descida quase sem fim, que exigiu muito de nós, veio uma sequência de dois fortes morros de areia, com subidas e descidas fortes, que nos levaram ao esgotamento. Sem dúvidas, o dia mais pesado e perigoso de todo o trekking.

Após quase 5 horas de suplício, porém, por paisagens maravilhosas e inesquecíveis, finalmente chegamos em Thagnac, a 4.750m de altitude.

Ao final da tarde as brumas tomaram conta do lugar, fazendo com que a temperatura despencasse novamente.

 

12° DIA DE TREKKING:

Dormi muito bem.  Não sei se pelo frio ou pelo cansaço, mas, o fato é que foi a melhor noite de todas. Dormi direto ate as seis da manhã.Acordei bem e descansado.

Alonguei e saímos em seguida, com direção à Gokio (4.800m) e Gokio Ri (5.357m). Últimos objetivos do meu trekking pelos Himalaias.

A trilha foi relativamente fácil, exceto pela quantidade enorme de pedras, de todos os tamanhos, permeada de muita areia, o que as vezes tornava difícil evoluir no terreno.

Já no final da travessia do glacial, todo ele praticamente encoberto de rochas, pedras e areia, tivemos que passar por uma região de avalanches de rochas, o que exigiu muita atenção e coordenação para passagem entre sequências de pedras rolando em nossa direção.

Foi um pouco tenso, mas, não tivemos problemas, apesar de termos visto duas sessões de pedras rolando enquanto passávamos.

Na chegada observei que Gokio, com seu conjunto de lagos, era realmente muito linda, porém, não era o lugar que vira nas fotos ao longo do caminho, que deveriam ser de Shangri-Lá, mais ao norte.

Chegamos já no início da tarde. Como o tempo estava começando a fechar e não daria tempo de subir o Gokio-Ri, para, de lá, observar o Everest e os demais picos, resolvi deixar minhas coisas no quarto e subir para almoçar.

Ao longo da tarde, após o almoço, fomos vendo o tempo fechar mais e mais, até que começou a nevar muito forte.

Para ajudar, o local estava com problemas de acesso ao WiFi, o que gerou um certo desgaste com DB, que depois de bastante conversa com o pessoal do lodge, me conseguiu, via mensagem telefônica, um cartão de créditos. Com isso, consegui dar sinais de vida para minha esposa, minha família e filhos.

Cansado e com frio, fui para o quarto cedo e, depois de preparar a mochila para a escalada no dia seguinte, fui dormir.

 

13° DIA DE TREKKING:

Acordei algumas vezes durante a noite, com sonhos ruins que já antecipavam o que estava por vir. O dia amanheceu péssimo, tendo nevado a noite toda, deixando a paisagem coberta de um branco gélido.

Com isso as chances de subir o Gokio-Ri naquele dia se esvaíram, deixando, inclusive, dúvidas sobre a possibilidade de cumprir o cronograma planejado, diante de uma provável impossibilidade de pegar trilha com esse tempo.

Passei boa parte dom dia encostado na janela, torcendo para que o tempo mudasse, sem muito sucesso. Entretanto, o tempo deu uma rápida mudada, com uma abertura promissora.

Falei com DB e decididos tentar a subida da montanha, de imediato. Troquei rapidamente de roupa, peguei minha mochila com água e os equipamentos que precisaria e em 5 minutos estávamos de saída.

Já no início da trilha o tempo começou a mudar novamente e fui notando o pouco entusiasmo do meu guia.  Passei a frente dele e fui puxando a subida. Passamos por um grupo de chineses já descendo, também sem sucesso.

Após algumas reavaliações a cada ponto de parada, vendo que o tempo havia fechado por completo e que havia uma grande nuvem negra chegando do Sul, resolvi desistir da empreitada, por achar que seríamos atingidos por uma nevasca em breve.

Descemos rapidamente, mas com cuidado para não cair, já que a trilha estava muito escorregadia em virtude da neve acumulada desde a noite anterior. Quando estávamos chegando aos pés da montanha começou a nevar novamente, a ponto de congelar minha parca barba.

À noite consegui, depois de muito esforço, acessar a Internet e dar algum sinal de vida. Conversei com minha esposa e fui dormir. Antes, porém, combinei o dia seguinte com o guia, tendo ficado estabelecido que, se o tempo amanhecesse claro e aberto, a gente faria uma última tentativa de subir o Gokio-Ri, antes de iniciar a descida de volta.

 

14° DIA DE TREKKING:

Acordei algumas vezes durante a noite e fui acompanhado o céu, que, antes de dormir, parecia estar estrelado. Ao amanhecer, minhas esperanças se confirmaram e, como não nevou a noite e o céu abriu, vi um lindo dia se abrindo.

Às 8 horas saímos em direção ao cume do Gokio-Ri, saindo de 4.800m para 5.360m de altitude, numa subida bastante vertical e acentuada. O caminho ainda estava coberto pela neve dos dias anteriores, o que o deixou ainda mais pesado e difícil.

Contudo, parando apenas o necessário para algumas fotos e hidratação, conseguimos atingir o cume em menos de 2 horas, para uma previsão inicial de 3.   Demos muita sorte,  porque ao chegarmos o céu estava todo aberto e azul, sem uma nuvem. Pude então ter a tão esperada vista do cume dos Himalaias, com diversos picos à vista, numa amplitude de 360 °.

A neve dos dois últimos dias, que havia prejudicado a tentativa anterior de subida, havia trazido um benefício: A paisagem havia ficado ainda mais bela, com picos e o glaciar cobertos de branco.

Tirei várias fotos, fiz algumas breves filmagens e curti bastante aquele momento, que, para mim, era de despedida das terras altas.

Depois de cerca de meia hora no cume, iniciamos a descida, que estava ainda mais perigosa, já que a neve, derretida e compactada, havia se transformado gelo em alguns pontos e barro noutros, deixando o caminho muito mais escorregadio.

Chegamos de volta ao lodge perto das 12:00h, sem sofrer nenhum tombo, apesar das dezenas de escorregões. Almocei e me preparei para iniciar a descida.

Nessa ocasião, um trekker da mesa ao lado puxou assunto, me perguntando para onde estava indo.
Provavelmente pelo mal inglês, associado às interjeições em português, levaram-no a me perguntar de onde era, ao que respondi do Brasil. Foi quando ele, em português, também se identificou como Brasileiro, o primeiro que encontrei na trilha.

Seu nome era Rodolfo e ele estava fazendo trekking solo, apenas com o guia-carregador, assim como eu. Ele era de São Paulo, gerente de projetos, e também aficionado por trekking, já tendo feito vários pelo mundo.

Conversamos um pouco e lhe passei algumas dicas, principalmente sobre o Chola Pass, para mim o trecho mais perigoso de todo o trekking, já que ele iria fazer o mesmo percurso que eu, só que no sentido inverso.

Nos despedimos e peguei o caminho, em sentido a Dole (4.110m), estágio intermediário no caminho para Nanchee Bazaar. Andamos por cerca de 3 horas e, devido ao cansaço (após um total de quase 7 horas de caminhada naquele dia) e ao frio crescente, já que as brumas geladas começavam a tomar conta do céu, resolvemos parar em Machhermo (4.470m).

Botei as roupas que estava usando para pegar um ar  e dei uma organizada nas coisas para o dia ia seguinte. Jantei cedo, postei algumas fotos na Facebook e no WhatsApp, e conversei bastante com minha esposa, que me falou das dificuldades que estava encontrando para alterar a data dos meus voos de volta para o Brasil. Sem muito o que fazer, fui dormir cedo.

 

15° DIA DE TREKKING:

Acordei mais tarde do que de costume, provavelmente pelo cansaço e fui correndo tomar café, pois, já passava das 07:30 horas. Aproveitei para falar um pouco com minha esposa,  enquanto tomava café.

Fui interpelado pelo homem do casal que vira na noite anterior, que puxou conversa sobre o trekking, me perguntando se estava subindo ou descendo, ao que lhe expliquei que estava no caminho de volta.

Conversamos sobre de onde éramos, o que fazíamos e sobre trekkings já feitos. Ele e a esposa eram da Noruega e estavam pela segunda vez no Nepal.  Pois, já haviam feito um trekking na região do monte Anapurna no ano anterior.

Ele trabalhava com TI e costumava fazer trekkings todos os anos, já tendo feito trilhas na Europa, Quênia e Indonésia, sendo que a esposa já tinha feito a trilha Inca, antes de se casarem.

Ele pediu para adicioná-lo no Facebook, para trocarmos idéias sobre trekkings, já que lhe falei do desejo de minha esposa de ir conhecer a Aurora boreal e ele do deles de conhecer o Brasil.

Terminei de arrumar minhas coisas e sai para a trilha, já um pouco atrasado em relação ao programado. O tempo já havia começado a fechar,  com algumas nuvens escuras no céu, o que me fez, já no início da trilha, colocar a jaqueta.

O percurso foi muito mais longo, pesado e demorado do que esperava e, para piorar, numa das infindáveis ladeiras que descemos, começou a nevar. Pensei em parar e esperar passar, mas, percebi que não iria ser rápida.

Assim, coloquei novamente a jaqueta, que estava colocando e tirando continuamente,  e comecei a subir uma pirambeira de dar medo. Foi quase 1 hora só de subida, em grande inclinação, todo o tempo atrás de uma tropa de Yaks.

Ao final daquela difícil subida, quando achei que iria ter algum alívio, a neve se transformou em chuva, que nos acompanhou até Nanchee Bazaar.

Por algumas vezes o guia me perguntou se não queria parar um pouco, para comer algo e descansar, ao que recusei, explicando que tudo o que queria era chegar no hotel rápido, para poder tomar um banho quente e realmente descansar.

Chegamos em Nanchee por volta das 14:00. Embaixo se bastante chuva, já molhados.

Falei com DB para ir ao hotel e já pedir o meu almoço, enquanto iria ao banco, já que estava sem nenhum dinheiro em moeda local.

O primeiro caixa eletrônico estava quebrado e o segundo, para minha sorte, só estava trabalhando com “Visa”, que era o único cartão que tinha comigo.  Depois de apanhar um pouco para entender o seu funcionamento e pagar altas taxas de utilização, consegui sacar o suficiente para pagar as contas que ainda teria nessa fase final do trekking, bem como a gratificação que deveria dar para o guia e alguma sobra para quando chegasse em Katmandu.

Cheguei no hotel já encharcado.  DB me interceptou na escada e já me levou até o quarto que ficaria,  que era o mesmo da minha primeira estada em Nanchee. Entregou-me, também,  a trouxa de roupas que havia deixado na primeira estada, à exceção dos bastões, que pedi que usasse no dia seguinte.

Tirei a roupa molhada e fui almoçar, pois meu guia me avisou que meu pedido já estava pronto. Deixei meu celular carregando, já que ali não era pago, e subi para almoçar com um certo desconforto estomacal, que, por sorte, até então não havia me incomodado.

Aproveitando que havia banheiro com chuveiro no quarto pela primeira vez em duas semanas, arrumei a ducha, que continuava desmontada desde a minha primeira passagem por lá, e tomei um banho quente.

 

16° DIA DE TREKKING:

Acordei antes das 06:00h, depois de uma noite intermediada de interrupções no sono. Verifiquei que boa parte das roupas ainda estavam úmidas, apesar das minhas tentativas de seca-las.

Montei as mochilas separando as roupas pelo estado de cada uma e separei o que havia de menos pior para usar, porém, tanto minha botina, quanto minhas meias estavam úmidas.

Como as joelheiras estavam incomodando um pouco, principalmente na arte de trás do joelho direito, o que já havia sentido no dia anterior,  optei pelos estabilizadores patelares para a forte descida de Nanchee Bazzar até o vale.

Saímos pouco depois das 08:00, com as mochilas protegidas pelas sobre capa de nylon e eu usando, além da roupa normal (apenas substituindo a parte de cima pela jaqueta de fleece), o conjunto de chuva, pois ainda estava chovendo bastante.

Logo no começo da descida, cheio de lama e pedras escorregadias, passamos por uma velha senhora local, que caminhava com muita dificuldade.

Mais abaixo, quando, após para um dos postos de controle, a alcançamos novamente, ela me pediu os bastões de caminhada, ao que, incialmente, recusei.  Andei alguns passos, parei e pedi o meu segundo par que estava sendo carregado pelo guia, sem ser usado, e lhe ofereci.

Ela pegou apenas um e me agradeceu enormemente.  Disse que tinha problemas nos joelhos e que estava muito difícil para ela caminhar naquelas condições.

Olhei para o meu guia,  que pareceu espantado com minha atitude.  Pensei que, possivelmente ela acabaria vendendo aquele bastão, já que se tratava de um Black Diamond original, mas, para mim, naquele momento, o que importava era a sensação de tentar ter feito uma boa ação. (Ao final do trekking acabei lhe dando o outro bastão, pois, ele tinha gostado muito dele e disse-me que iria usar muito).

Logo mais, quando paramos num ponto de descanso, onde aproveitei para tirar a jaqueta de fleece, pois o tempo já esquentara um bocado, vi, com muita alegria, a velha senhora descendo a encosta se apoiando no bastão que havia lhe dado. Tirei uma foto dela e acho que ela sorriu para mim. Fique satisfeito.

Mais abaixo, passamos novamente pelo mais belo conjunto de pontes do caminho e aproveitei para tirar mais algumas fotos, o mesmo que fiz ao passar pelo portão de divisa do Parque Nacional de Sagamartha.

A essa altura, meu pé esquerdo já dava sinais de que não estava bem. Aproveitei a pausa para o chá, aos pés do morro do portal do Parque, para a tentar arrumar as meias tentar evitar algum problema, mas foi em vão.

As meias e as botinas molhadas cobraram seus preços.  Quando paramos para almoçar em Phakding, constatei o que temia, havia estourado duas bolhas no pé direito, entre o último e o penúltimo dedos, o primeiro problema em toda a viagem.

Aproveitei a parada para secar o pé, jogar bastante polvilho antisséptico nas meias e na botina e fazer um curativo básico nos dedos feridos, para aguentarem o último trecho do trekking.

Almocei,  tomei uma coca, arrumei minhas coisas, recolocando o conjunto de chuva e parti para o último trecho do trekking.

Depois de 06:45 horas de muita chuva, barro, estrume de Yak, vaca, jegue e cavalos, cheguei em Lukla.

O lodge estava lotado, pela ausência de voos, todos cancelados por conta do mau tempo.

Infelizmente a minha chegada não foi como pensava. Tentei tomar um banho quente, mas, após conseguir fazer o sistema de aquecimento a gás funcionar, desliguei o sistema para usar o banheiro antes do banho e, quando voltei para o chuveiro, nada dele funcionar.

Já estava nu, numa agradável temperatura de zero grau, e fiquei mais de meia hora, só de toalha e camiseta, esperando quase  todo o staff do lodge tentar fazer aquela geringonça funcionar de novo.

Ao final desse tempo, como não conseguiram reavivar o defunto, me ofereceram um banho de caneca, ao quê, já visivelmente contrariado, recusei.

Voltei para o meu quarto com os pés molhados e com mais frio do que quando fui para o banho. Como já não é hora quase nada de roupa seca, tive que fazer um catado geral para poder ter o que vestir.

Subi para a sala de jantar e descobri que, como havia muita gente no local, não iriam ascender o aquecedor. Resolvi pedir um vinho, para tentar esquecer o ocorrido, relaxar um pouco e comemorar,  ainda que sozinho, a conclusão do trekking, mas, como esperado, não havia nada que prestasse.

Arrisquei um australiano, que era o único que não se apresentava como “suave”, “doce” ou “meio seco”… ledo engano: era um frisante, ou estava estragado.

Para ajudar,  pelo excesso de usuários, não consegui acessar a internet. Enfim uma tarde-noite para esquecer.

Como a Internet não chegava,  muitos foram se enveredando para as bebidas alcoólicas, principalmente os guias. Resultado:  começaram a entoar cantos locais e, aos poucos, dançar.

Como o “espetáculo” foi bem recebido pelo trekkers, todos presos ali, os guias foram se animando e tomaram conta do ambiente. Em seguida, começaram a tirar os trekkers para dançar e a noite começou a ficar mais animada. Tipo festa fim de evento.

Como o fiz durante todo o trekking, parte por estar sozinho, parte pelas dificuldades de comunicação, fiquei no meu canto, só assistindo. Mas, tenho que admitir que foi uma forma mais alegre e divertida de acabar com uma noite até então horrorosa.

DB me informou sobre os procedimentos para o dia seguinte, me avisando que o café seria às 05:30h e que, enquanto eu tomasse café, ele iria até o aeroporto, para confirmar o voo e retornaria para me avisar.

Disse-lhe que não estava com muita vontade de levantar as 05:00 da manhã, sem saber se teria voo ou não. Mas, como não havia outra opção, ficou combinado desta forma mesmo.

Esperei até onde pude pelo acesso à Internet, mas, como ela não chegou, resolvi ir para o quarto, para reorganizar as mochilas e dormir.
RETORNO PARA KATMANDU:

Conforme o combinado, levantei às 05:00h da manhã, fechei minhas mochilas e fui tomar café. Logo DB chegou informando que haveriam voos e que o meu seria um dos primeiros.

Corremos para o aeroporto, ele me ajudou a despachar as bagagens, e fiquei esperando a liberação do meu voo, o que aconteceu perto das 07:30 da manhã.

Na saída, tive a oportunidade de filmar a decolagem, feita com a pista inclinada para baixo, direto em direção ao vale abaixo, mas, tudo correu bem e decolamos sem problemas, finalizando assim mais esse trekking, o mais belo, difícil e marcante que já fiz.

 

PASSEIOS EM KATMANDU:

Como combinado, Raj estava me esperando no aeroporto e me levou de volta para o hotel, o mesmo no qual havia ficado.

Tirei a tarde livre para descansar e passear pelos arredores do meu hotel, com suas vielas estreitas, lojinhas e várias pequenos templos e estátuas.

No dia seguinte, Raj me levou para conhecer templos espalhados pela cidade, inclusive uma colina, onde há templos Hinduístas e Budistas lado a lado e, após, ao Zoológico local, onde pude conhecer parte da fauna Nepalesa.

No último dia, antes de embarcar de volta para o Brasil, Raj ainda me levou para ver uma cerimônia de cremação, num local especificamente construído para isso, às margens de um rio sagrado, que passa por Katmandu.

Além da cerimônia, pude conhecer figuras pitorescas, como os ascetas…

Em seguida, fomos para o aeroporto, onde embarquei de volta ao Brasil, chegando em São Paulo, após dois dias de viagem no dia 04/04/2016.

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